O tinnitus gera-se quando o sistema auditivo — desde o ouvido interno até às áreas cerebrais que processam o som — produz um sinal que o cérebro interpreta como som. Frequentemente aparece após anos de exposição ao ruído ou juntamente com uma hipoacusia (sobretudo em frequências agudas), mas também pode surgir de forma súbita após um evento acústico intenso, uma infeção, alterações na medicação ou períodos de stress. Quando a entrada auditiva empobrece, o sistema nervoso pode aumentar o seu ganho e tornar-se mais sensível: essa hiperatividade é um dos mecanismos propostos para explicar o tinnitus.
Tipos de tinnitus e como se percebem
Tinnitus subjetivo: é o mais frequente. Só a pessoa o ouve. Pode ser descrito como um apito, zumbido, sopro, grilos ou ruído elétrico. A sua intensidade e tom variam, e a atenção e o estado emocional modulam enormemente a perceção.
Tinnitus pulsátil: soa ao ritmo do pulso. Pode indicar alterações vasculares ou otológicas e exige avaliação médica prioritária.