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É melhor um ou dois aparelhos auditivos?
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8 min de leitura

Um ou dois aparelhos auditivos? Decida consoante a sua perda auditiva

É melhor um ou dois aparelhos auditivos? Na perda bilateral, o ajuste bilateral ganha em clareza, localização e fadiga. Exceções, CROS/BiCROS e como decidir com testes.

A pergunta é aparentemente simples, mas a resposta é clínica. Se a perda é bilateral, a audição mais completa costuma chegar com ajuste bilateral. Não se trata de “o dobro do volume”, mas sim de qualidade: entender melhor no ruído, localizar a voz e reduzir a fadiga no final do dia. Mesmo assim, existem exceções e casos especiais. Este guia ajuda-o a decidir com critério o que lhe convém: um ou dois aparelhos auditivos.

Na HearinIT trabalhamos com audiologistas reais e uma abordagem independente: primeiro o diagnóstico profissional, depois decisões informadas e um acompanhamento que se nota na vida real.

Como um audiologista decide entre 1 ou dois aparelhos auditivos

Antes de recomendar um ou dois aparelhos auditivos, medimos com audiometria tonal e vocal, exploramos o ouvido médio (timpanometria) e ouvimos o seu dia a dia: em que cenários se perde?, como é que o ruído o afeta?, quanto se fatiga? Com esse mapa, avaliamos a simetria entre os ouvidos, o tipo de perda (condutiva, neurossensorial ou mista) e os objetivos de comunicação. Nas perdas bilaterais, mesmo que sejam assimétricas, a recomendação base é bilateral porque o cérebro integra melhor dois sinais do que um.

Por que é que dois aparelhos auditivos costumam render melhor em perdas bilaterais

Em perdas que afetam ambos os ouvidos, dois aparelhos auditivos não duplicam o volume: dividem o trabalho. A audição torna-se mais estável e relaxada, com vantagens mensuráveis na relação sinal-ruído (SNR), localização e necessidade de menos ganho para ouvir o mesmo. Essa soma binaural reduz o esforço cognitivo e a fadiga auditiva, algo que se nota ao final do dia e em reuniões longas.

Que benefícios esperar com o ajuste bilateral (resumo):

Maior clareza em ambientes difíceis (SNR mais favorável).

Localização real: saber quem lhe fala e de onde.

Somação binaural: menos volume para a mesma perceção.

Sensação de audição mais natural e menos cansaço.

Quando é que um só aparelho auditivo pode ser razoável?

Existem situações em que um só aparelho auditivo faz sentido. Na perda unilateral verdadeira (o outro ouvido ouve de forma normal), o benefício pode concentrar-se no lado afetado sem necessidade de equipar o ouvido saudável. Também se existir uma contraindicação num ouvido (infeções crónicas, cirurgia recente, canal auditivo extremamente problemático) ou quando surge a pouco frequente interferência binaural em idosos com danos centrais: com dois percebe-se menos clareza do que com um. Nesse caso, testamos em cabine e decidimos com base em dados.

E se um ouvido “não contribui”? CROS/BiCROS e alternativas

Se existir surdez unilateral ou o pior ouvido não contribuir para a compreensão, não convém “forçá-lo” com mais potência. A opção indicada costuma ser um sistema CROS/BiCROS: capta o som do lado surdo e envia-o para o ouvido útil, reduzindo o efeito de sombra da cabeça e melhorando a perceção em conversas laterais ou no carro. Em determinados casos, também são avaliadas soluções de condução óssea ou implante, consoante o critério da equipa de ORL.

Assimetrias, zumbido e orçamento: nuances que importam

Nas perdas assimétricas, ajustamos cada ouvido ao seu objetivo; normalmente ganha o conjunto (melhor equilíbrio, mais naturalidade). Se convive com zumbido bilateral, dois aparelhos auditivos ajudam a enriquecer o ambiente sonoro e a diminuir a perceção do zumbido. Orçamento limitado? É preferível um bem ajustado do que dois sem verificação nem acompanhamento; mas convém planear o segundo a curto/médio prazo para recuperar a binauralidade quando possível.

Crianças e audição em desenvolvimento: é melhor um ou dois aparelhos auditivos?

Na população pediátrica, o objetivo não é apenas ouvir, mas sim aprender a linguagem. Por isso, quando a perda é bilateral, a amplificação bilateral favorece a localização, a compreensão na sala de aula e o desempenho escolar. Nas crianças, fazemos os ajustes com tempos e objetivos realistas, verificamos com REM e coordenamos com a escola (lugar na sala, microfone remoto, apoios visuais) para que a amplificação se traduza em participação.

Como testamos a diferença

A melhor forma de decidir entre um ou dois aparelhos auditivos é testar em cabine e na vida real. Em consulta, comparamos cenários: escuta em silêncio e no ruído, localização e compreensão à distância com um vs. dois. Ajustamos através da medição em ouvido real (REM) e validamos com testes de fala. Se usar telemóvel ou TV, verificamos a conectividade e a latência. Só assim se passa da teoria a um plano que funcione para si.

Regra geral e exceções bem medidas

A regra geral é clara: com perda bilateral, a melhor audição é proporcionada pela amplificação bilateral. Traz qualidade, clareza no ruído, localização e menos fadiga. As exceções existem (unilateral verdadeira, contraindicações, interferência binaural), e determinam-se medindo e testando. Se precisa de decidir com segurança, na HearinIT acompanhamo-lo com uma avaliação completa, um teste comparativo e um ajuste verificado para que a sua escolha — um ou dois — se traduza em conversas mais fáceis desde o primeiro dia.

Fotografia de Daniel Molina

Daniel Molina

Audiólogo

Daniel Molina López es un audiólogo en continua formación, comprometido con el bienestar auditivo y la atención personalizada. Combina criterios clínicos rigurosos con tecnología de vanguardia, ofreciendo un trato cercano, ético y adaptado a cada paciente.

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