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aparelhos auditivos resistentes à água
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8 min de leitura

Aparelhos auditivos resistentes à água: Que opções existem?

Aparelhos auditivos resistentes à água: o que realmente implica o IP68, que modelos se destacam e como usá-los sem encurtar a sua vida útil.

A ideia de uns aparelhos auditivos resistentes à água é muito atrativa, mas convém alinhar as expectativas: na maioria dos casos, resistente não significa submersível. A tecnologia avançou muito, sim, mas a água — e especialmente o cloro e o sal — continua a ser o principal inimigo da eletrónica auditiva.

Este artigo explica o que está por trás de termos como IP68, quais os modelos que estão realmente preparados para um uso exigente e, sobretudo, para quem faz sentido apostar neste tipo de aparelhos auditivos.

Se está a avaliar opções, pode rever os diferentes formatos em tipos de aparelhos auditivos ou localizar um especialista no mapa de centros auditivos.

O que significa realmente um aparelho auditivo ser “resistente à água”

A maioria dos aparelhos auditivos atuais conta com a certificação IP68. O “6” indica proteção total contra o pó e o “8” contra a água. No entanto, este padrão é medido em condições de laboratório: imersão em água doce, estática e a 1 metro de profundidade durante cerca de 30 minutos.

Na vida real, nadar, tomar banho ou expor-se a água em movimento altera a pressão e aumenta o risco de infiltrações. Além disso, o cloro das piscinas e o sal do mar são corrosivos, o que acelera o desgaste mesmo em dispositivos certificados.

Por isso, falar de aparelhos auditivos “submersíveis” é, na maioria dos casos, uma simplificação excessiva.

A evolução recente: aparelhos auditivos realmente waterproof

Nos últimos anos, surgiram modelos concebidos especificamente para suportar melhor a água, com exemplos como a gama baseada em plataformas do tipo Audéo Life e sucessores. A principal diferença não está apenas na selagem, mas na arquitetura interna.

O avanço mais importante é o carregamento por indução. Ao eliminar os contactos metálicos externos — que são um dos pontos mais vulneráveis —, reduz-se a entrada de humidade e a corrosão. Isto melhora a resistência em situações como suor intenso, chuva ou uso ocasional na água.

Ainda assim, mesmo nestes modelos, o uso aquático deve ser entendido como controlado e consciente, não como um uso diário sem manutenção.

Para quem fazem sentido estes aparelhos auditivos resistentes à água?

Nem todos os utilizadores precisam de um aparelho auditivo resistente à água. De facto, na maioria dos casos, o seu principal valor não é “nadar com eles”, mas sim a tranquilidade perante imprevistos.

Fazem especial sentido em perfis como pessoas que praticam natação ou surf, utilizadores com transpiração elevada ou quem passa muitas horas no exterior com mudanças de clima. Nestes casos, a resistência extra traz um benefício claro.

Para os restantes utilizadores, o valor está em evitar sustos: chuva inesperada, humidade ambiental ou mesmo esquecimentos pontuais.

Tipos de aparelhos auditivos e resistência à água

A resistência também depende do formato do aparelho auditivo. Os modelos RIC/RITE e retroauriculares (BTE) costumam oferecer uma melhor selagem e ventilação, além de maior capacidade para integrar baterias recarregáveis por indução.

Os intra-auriculares (ITE, ITC, CIC), por estarem dentro do canal auditivo, estão mais expostos à humidade, cerúmen e temperatura corporal, o que complica a sua proteção contra a água.

Por isso, quando a resistência é uma prioridade, recomendam-se normalmente formatos externos bem selados.

Manutenção: o segredo que quase ninguém cumpre

Aqui está o ponto crítico. Um aparelho auditivo pode ser resistente à água, mas sem a manutenção adequada a sua vida útil é reduzida drasticamente.

Após qualquer exposição à água (especialmente piscina ou mar), é recomendável enxaguá-lo com água doce, secá-lo cuidadosamente e utilizar um desumidificador eletrónico durante a noite. Este passo elimina restos de sal ou cloro que, de outra forma, continuariam a atuar sobre os componentes.

Sem este cuidado, mesmo um aparelho auditivo “waterproof” pode falhar em pouco tempo.

E se já tem problemas de audição?

Antes de escolher um aparelho auditivo pela sua resistência, o primeiro passo é confirmar o que realmente necessita a nível auditivo. Pode começar com um teste de audição online orientativo e, depois, consultar um especialista.

A prioridade deve ser sempre o desempenho auditivo: entender melhor, reduzir o esforço e adaptar-se ao seu ambiente. A resistência à água é um extra útil, mas nunca o critério principal.

Os limites dos aparelhos auditivos resistentes à água

Os aparelhos auditivos resistentes à água evoluíram muito, mas é importante compreender os seus limites. Não foram concebidos para um uso aquático contínuo, mas sim para oferecer segurança em situações reais: suor, chuva ou exposição pontual.

Escolher bem implica equilibrar tecnologia, tipo de perda auditiva e estilo de vida. E, sobretudo, assumir que mesmo os modelos mais avançados necessitam de cuidado e manutenção para durar.

Fotografia de Daniel Molina

Daniel Molina

Audiólogo

Daniel Molina López es un audiólogo en continua formación, comprometido con el bienestar auditivo y la atención personalizada. Combina criterios clínicos rigurosos con tecnología de vanguardia, ofreciendo un trato cercano, ético y adaptado a cada paciente.

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